Sobre festivais e mostras

O ano de 2009 foi pródigo em mostras de cinema fantástico. Somente entre as que acompanhei, foram três mostras grandes e bem divulgadas só no segundo semestre: o SP Terror, em julho; o V Fantaspoa, também em julho; o IV Cinefantasy, em novembro.

Observadas pelo ângulo da organização e da divulgação, essas mostras indicam o crescimento da popularidade e do acesso a filmes nacionais e internacionais do gênero, o que é sempre uma ótima notícia.

Mas a qualidade decepcionante da imensa maioria dos longas-metragens exibidos, de alguma forma, pode provocar o efeito contrário, pois o que se viu nessas três mostras nem de longe faz justiça ao conjunto da produção de horror dos últimos dois ou três anos.

Acredito que seja realmente difícil encontrar os realizadores, obter autorizações, reservar salas de exibição, criar o material de divulgação, produzir o site, encomendar a legendagem, agendar convidados e tudo mais que cerca uma mostra.

Mas, sem bons filmes, convenhamos, essa trabalheira toda pode acabar perdendo a razão de ser. E, considerando-se o fato de que a maioria das projeções são feitas de DVDs, a presença de certos filmes (e a ausência de outros inéditos nas telas brasileiras) simplesmente não se justifica.

Acredito, então, que falta um esforço maior de curadoria e pesquisa, pois não é possível confiar apenas na imensa paciência dos fãs de horror ou, pior do que isso, na ignorância daqueles que relacionam diretamente o gênero com um tipo de cinema “tão ruim que é engraçado”, pois esse é apenas um filão do horror cuja capacidade de diversão também tem limite.

Acaba sendo, então, bem decepcionante acompanhar um grande número de filmes abaixo da crítica, indo de um lado para outro da cidade atrás de algo que valha a pena. Parece-me mais produtivo concentrar as próximas mostras em um número menor de filmes, mas com o cuidado de trazer uma programação que não espante o público da mostra seguinte…

Fauzi Mansur no Cinefantasy

Em meio a uma programação diversificada e bem interessante, o IV Festival de Cinema Fantástico de São Paulo  (conferir cobertura) traz, neste ano, uma boa surpresa para aqueles que se interessam pelo cinema de horror brasileiro.

Estou falando de uma “mini-mostra” paralela, no dia 15/11, no CCBB, dedicada ao diretor e produtor Fauzi Mansur, um dos cineastas brasileiros que mais se dedicou ao horror entre os anos 1970 e 1990, com pelo menos sete longas ligados ao gênero no currículo:

A Noite das Fêmeas (1976)

Belas e Corrompidas (1977)

Karma - O Enigma do Medo (1984)

As Rainhas da Pornografia (1984)

Festim Macabro (1988)

Atração Satânica (1990)

Ritual Macabro (1990) 

No festival, serão exibidos na seqüência: Belas e Corrompidas, Atração Satânica e Ritual Macabro. Tudo no domingo, dia 15, no CCBB, a partir das 15hs.

Na ocasião, segundo consta, o próprio Fauzi estará presente para conversar com o público. E a presença dele é mesmo muito importante, pois trata-se de um dos realizadores que mais soube entender o mercado do cinema erótico nacional, conseguindo também diversificar sua produção quando a indústria brasileira do sexo explícito entrou em colapso. 

Além disso, os filmes são legais. Cheios de problemas, mas legais, pois revelam várias tentativas e evidente evolução na forma de lidar com o gênero.

Belas e corrompidas é uma farsa, realizada na fase áurea da pornochanchada, na qual Maria Isabel de Lisandra interpreta uma linda serial-killer obcecada pela história de Landru.

Atração satânica é um splatter falando em inglês e feito para o mercado internacional de homevideo. Aparentemente baseado em A Marca da Pantera, do Paul Schrader, conta a história de um casal de irmãos endemoniados.

Ritual macabro, outro splatter falado em inglês e feito para o mercado estrangeiro, é o melhor dos três. Trata de uma equipe de teatro atacada por um espírito do mal. Tem cenas ali que estou curiosíssima pra saber como eles fizeram! Espero que ele nos conte como foi.

Quem puder, apareça lá!

Cinefantasy

Mais um evento imperdível de cinema fantástico em 2009: IV Festival do Curta Fantástico.

Voltarei a falar sobre isso em seguida, especialmente sobre a sessão tripla de 15/11 em homenagem ao Fauzi Mansur, cineasta e produtor paulista com vários longas de horror no currículo.

Mostra Horror no Cinema Brasileiro

Está rolando a primeira Mostra sobre o Horror no Cinema Brasileiro no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (essa mesma mostra deve andar pelo Rio de Janeiro no final do ano).

Sinceramente, estou chateada pelo fato de minha pesquisa, que foi a base para essa Mostra, estar negligenciada na divulgação, assim como o primoroso trabalho de pesquisa, curadoria, documentação e crítica de Carlos Primati. Sem falar nas participações ilustríssimas dos pesquisadores Lúcio Reis, Rogério Ferraraz, Alfredo Suppia, Marcelo Carrard, Sérgio Alpendre, Felipe Guerra e Remier Lion.

Mas, bem, são coisas da vida.

Eis alguns links:

Em Brasília, mostra destaca produção de terror no cinema brasileiro

Horror no cinema brasileiro

Mostra em Brasília reúne filmes de terror históricos produzidos no Brasil

Terror nas telas do CCBB

Álbum de fotos do UOL com cenas e cartazes

O filme O Maníaco do Parque será exibido no CCBB

Pseudocobertura do V Fantaspoa – Capítulo Final

E, finalmente, após duas semanas de muita correria, acabou o V Fantaspoa, que foi um enorme sucesso aqui em Porto Alegre.

Além de elogiar os organizadores e agradecer ao Primati pelo excelente curso que também terminou hoje, deixo meus brevíssimos comentários sobre a maratona de filmes deste domingo, 19 de julho.

- Sangue na estrada (Blood in the highway) – Indicação certeira do Primati, este é um filme muito divertido sobre um trio de jovens esquisitos que chega a uma cidade do interior dos EUA dominada por uma praga de vampiros-zumbis.

Produção independente estrelada por um elenco obscuro formado por sósias de atores famosos (em particular da “Buffy” Sarah Michele Gellar, imitada pela estreante Robin Guerhart), essa comédia escrachada e agressiva brinca com os clichês de uma série de clássicos do horror americano (e mesmo de outros gêneros), num ritmo muito rápido e com algumas tiradas ótimas.

Trata-se, obviamente, de um subproduto para fãs de filmes de horror - mas, pelo menos dentro desse escopo, funciona muito bem.

- Fanboys – Na sessão surpresa das 17hs, fomos surpreendidos com um longa mais “mainstream”: “Fanboys”, dirigido por Kyle Newman, de The Hollow.

Nesta produção mais cara que a maioria dos filmes em cartaz no Fantaspoa, temos um grupo de nerds fanáticos por “Star Wars” que, a seis meses da estréia do Episódio 1, descobre que um deles está para morrer. Então, eles  decidem invadir a casa de George Lucas para conferir o copião do filme.

Estrelado por elenco jovem de terceira linha (e por veteranos de primeiríssima, como William Shattner e Carrie Fisher, além de Danny Trejo), o longa não começa muito bem, mas acaba “pegando no tranco”, e faz a platéia rir o tempo todo – pelo menos no caso de uma platéia como a do Fantaspoa, repleta de fãs da série.

Longe de ser uma obra-prima, “Fanboys” merece louvor por alguns momentos hilários, como a  briga dos heróis com fãs de “Star Treck”, as participações dos atores veteranos e a discreta ironia final.

- Patrícia Gennice - O primeiro longa do jornalista, cineasta e pesquisador Felipe M. Guerra, agora em versão “recut”, repetiu no Fantaspoa o sucesso que fez na mostra Cinema de Bordas, realizada no Itaú Cultural de São Paulo, em abril deste ano.

Realizado na cidade gaúcha de Carlos Barbosa, em 1998, num esquema “de guerrilha” e com um custo de cerca de 100 reais (isso mesmo!), ”Patrícia Gennice” é uma pérola do cinema amador brasileiro, e, apesar da precariedade absoluta da produção, tem um roteiro bem melhor do que várias bobagens infinitamente mais caras vistas no festival. Tanto assim que o público entrou na brincadeira e ficou na Sala P.F.Gastal para o divertido bate-papo com o diretor após a exibição.

Na história, o jovem Lucas, interpretado por Fabiano Taufer, tem a chance de sair com a bela Patrícia Gennice, mas, para isso, terá que enfrentar uma série de “provações” ao longo de uma noite. Segundo o diretor, seu filme é inspirado no clássico “Depois de horas”, de Scorcese. Além dessa referência evidente, os cinéfilos perceberão muitas outras, da trilha aos diálogos.

- Quiropterofobia - Seu diretor, Fernando Mantelli, é um dos cineastas mais competentes do Rio Grande do Sul. Ele não é muito conhecido entre seus conterrâneos, em parte, por causa do gênero que elegeu para todos os seus filmes - o horror -, mas tem conseguido, a cada nova realização, atrair novos fãs.

Neste curta (que participará da mostra competitiva nacional do Festival de Gramado), Mantelli traz de volta sua obsessão por horrores relacionados à gravidez, embora, desta vez, numa trama paralela à principal. Na história, temos um psicopata com paranóia de morcegos (interpretado por Nelson Diniz) que aprisiona um casal e um taxista numa casa abandonada para extrair e beber o sangue das vítimas. 

Apesar de ser uma investida tecnicamente bacana do realizador no subgênero torture porn, o filme sofre com o roteiro muito fraco assinado por Tiago Rezende, trazendo informações demais e deixando muitas pontas soltas. Um filme interessante, mas bastante irregular.  

- O monstro de um olho só (One eyed monster) – Quem estiver atrás de um filme fantástico que possa ser chamado de “único” precisa ver esta bizarrice dirigida pelo compositor e cineasta Adam Fields em 2008. 

Não adianta contar muita coisa, mas, basicamente, trata-se de uma equipe em produção de um filme pornográfico que é atacada por um pênis assassino.

Estrelado por veteranos atores de filmes pornográficos (Ron Jeremy e Veronica Hart), é um filme bem feitinho, muito engraçado, mas que dificilmente entrará em circuito comercial. Então, recomenda-se não perder a oportinidade de vê-lo, caso esta apareça.

Pseudocobertura do V Fantaspoa – III

Rápidas de hoje!

- Zibahkhana (Estrada para o inferno / Hell’s Ground) – Um filme de horror paquistanês! Só isso já vale o ingresso.  Mas o longa dirigido pelo estreante Omar Ali Kahn e co-escrito com o produtor Pete Thombs (da produtora/distribuidora Mondo Macabro), tem mais do que um idioma diferente e cenários incomuns para oferecer. Seu filme é uma espécie de “massacre da serra elétrica” oriental, com uma trilha-sonora ótima (de Stephen Thrower), alguns momentos engraçados, muita tensão e até uma homenagem ao “clássico” do horror paquistanês, Dracula in Pakistan (Zinda Laash /The Living Corpse, 1967), de Khwaja Sarfraz (que, segundo o IMDB, só fez esse filme na vida).

“Zibahkhana” segue bem a onda dos slasher movies ocidentais (embora não seja propriamente um), mas tem mais vida do que as já tão cansadas produções que recebemos incessantemente de Hollywood. Com isso, parece dar novo fôlego ao gênero, e apontar para as possibilidades que o horror ainda tem quando sai da sua esfera mais óbvia de influência. A conferir. E, se possível, conferir também o Drácula paquistanês – que, segundo o Carlos Primati, é um filme muito divertido.

- A Descendência (Offspring) – Difícil dizer alguma coisa sobre esse segundo longa do jovem estadunidense Andrew van den Houten, escrito a partir de uma novela homônima de Jack Ketchum (autor do livro perturbador que deu origem ao filme The Girl Next Door, também em cartaz no V Fantaspoa).

Certamente, não se trata de uma obra agradável de assistir. Mas, se quem escolhe um filme de horror não está buscando exatamente momentos agradáveis, dizer isso é muito pouco. Então, talvez se possa dizer que, em vários momentos, o filme se torna insuportável. O que não significa que seja totalmente ruim.

O roteiro é esperto ao começar com uma série de clichês que são, em sua maioria, desconstruídos por meio de soluções surpreendentes e até “canalhas” com o espectador. Assim, a história pra lá de explícita sobre um grupo de jovens canibais que atacam os moradores de uma pequena cidade litorânea vai nos deixando perdidos, causando um suspense realmente interessante e muitos momentos chocantes.

O problema é que o conjunto é muito irregular, variando de bons momentos a passagens completamente (e não se sabe se propositalmente) idiotas. No final das contas, a maioria dos espectadores não sabe dizer se gostou. O que eu tenho a dizer é que não me deu vontade de ver mais nada por hoje.

Pseudocobertura do V Fantaspoa – II

Mais três filmes hoje. Nada de extraordinariamente bom, e pelo menos um filme extraordinariamente ruim.

- Astrópia (Astrópia) – Basicamente, uma boa sessão da tarde, só que com o barato de ser falada em islandês. A história é engenhosa: uma patricinha entra numa roubada depois que o namorado é preso, e acaba indo trabalhar numa loja jogos e artigos de RPG, local onde faz novos amigos e adquire, digamos… novos talentos.

O ritmo é bacana, os atores estão suficientemente engraçados e bem caracterizados para a farsa da qual participam. A brincadeira com as histórias em quadrinhos, feita ao longo de todo o filme, também é bonitinha e funciona. Pena que os roteiristas tenham ficado tão presos à estrutura “mítica” dos “12 passos do herói” preconizada por Christopher Vogler, que é uma verdadeira praga da hollywood contemporânea. Mas, pelo menos, “Astrópia” é diversão garantida e descompromissada. Alguns minutinhos a menos também ajudariam bastante.

- Deixados pra morrer (Left for dead) – Indescritível, inclassificável e, sobretudo, infame. Difícil saber o que os curadores do Fantaspoa tinham na cabeça quando programaram esse equívoco absoluto apelidado de filme de terror. Tudo bem, o diretor, Albert Pyun, é famoso… mas justamente por fazer péssimos filmes!

A trama é até interessante: numa mistura de faroeste com filme de horror (e que acaba caindo no mais tradicional melodrama mexicano), um fantasma que ficou preso a uma cidade abandonada no século XIX tem a chance de se vingar das prostitutas lésbicas que mataram sua esposa e também (com força inexplicável e por razões absolutamente injustificáveis) todos os habitantes da cidade em que moravam.

No caminho deles, surge uma dupla de jovens amantes separados por razões igualmente inexplicáveis e injustificáveis, e que fazem as pazes sabe-se lá por que no meio dessa briga que ninguém entendeu direito.

O filme é estiloso, tenta emular um pouco de Sergio Leone, de John Carpenter, de “Jogos Mortais”, de faroestes estrelados por mulheres… mas ofende a cada uma das obras que tenta homenagear. A trilha, que começa bem, logo se torna repetitiva (ai, esses maus alunos do Enio Morricone…), e vem ao lado de uma montagem cheia de freeze frames que só tornam o conjunto mais canhestro.

E, além de tanta firula pra pouco filme, o longa traz uma das histórias mais reacionárias, misóginas e, sobretudo, canastronas, já filmadas.

A platéia, depois de muitos risos constrangidos, é que fica pra morrer.

- O Bosque (El Bosque) – Com direção competente e produção bem resolvida, este drama de horror psicológico coloca três atores no meio do mato para criar uma metáfora freudiana sobre o complexo de Édipo que é até interessante. A trilha-sonora é excelente, os atores são ótimos, a fotografia é competente… se tivesse 70 minutos, seria um bom filme. Mas, com 105 minutos, vai dando uma aflição que nada tem a ver com a atmosfera pretendida.

Digamos que esse horror argentino chega “quase lá”, mas, repetindo o que se deu no SP Terror, o melhor filme latino-americano em exibição continua sendo o Mangue Negro (que também teve sessões lotadas em Porto Alegre).

Pseudocobertura do V Fantaspoa – I

Finalmente, depois de uma semana cheia sobre a qual não vale a pena falar, consegui começar a acompanhar o V Fantaspoa aqui em Porto.

No final de semana, assisti à primeira parte do (excelente) curso do Carlos Primati sobre a história do cinema de horror. É no mínimo um privilégio poder assistir a um curso desses, ainda mais numa sala de cinema decente e com público interessado. Ponto para os organizadores do festival e, sobretudo, para o Primati, editor da lendária revista Cinemonstro, do extraordinário livro Voivode – Estudos sobre os vampiros (junto com o Cid Vale Ferreira, da revista Carcasse) e certamente o maior especialista em cinema de horror do Brasil. E ele ainda teve a manha de fazer uma apostila que é um primor! Curso imperdível. Tomara que ele faça outros.

Além disso, há que lembrar alguns aspectos que, mesmo antes do V Fantaspoa começar, já confirmavam o profissionalismo obtido pela equipe nas quatro experiências anteriores: uma curadoria criativa e coerente, um ótimo site e boas idéias para eventos paralelos.

Tudo isso torna o Fantaspoa MUITO diferente do SP Terror - que, apesar de ter feito um bom público, careceu de tudo isso e ainda premiou o mico Eden Log.

Sobre a programação, estou recém começando a acompanhar. Os filmes aos quais assisti hoje foram:

- Lovecraft – Medo do Desconhecido (Lovecraft – Fear of the Unknown) – Trata-se de um documentário convencional, feito para a TV, sobre o escritor H.P. Lovecraft (que dispensa apresentações, pelo menos para os leitores deste blog). Acredito que a exibição desse filme em uma sala cinema só se justifica mesmo dentro do âmbito de um festival voltado ao horror, pois não se trata de um produto pensado para a tela grande. Assim, fora algumas participações interessantes (como a de John Carpenter, que revela uma enorme intimidade com a obra do escritor), nada de muito novo se apresenta.

- Filme Caseiro (Home Movie) - Este, sim, um dos mais esperados do V Fantaspoa. Trata-se de (mais) um filme que simula gravações amadoras de horrores “reais”. No caso, descreve-se a trajetória de uma família que, ao longo de mais ou menos uns seis meses, percebe que fatos terrivelmente perturbadores ocorrem com cada vez maior intensidade na casa para a qual acabaram de se mudar.

Dirigido pelo ator estadunidense Christopher Denhamn , Home Movie é um primor de roteiro e realização, embora tenha seu impacto diminuído à medida em que nos distanciamos do momento de sua exibição. Apesar de ter que forçar um pouco a barra para justificar o registro das imagens caseiras, e mesmo que sua trama não nos traga grandes surpresas, o filme reserva bons sustos e muitas situações perturbadoras. Mas, como se trata de um projeto ousado em termos de linguagem, precário em termos de produção e perturbador em termos de conteúdo, recomenda-se só para fãs do gênero.

Cobertura do Fantaspoa

Estou em férias em Porto Alegre, mas pretendo fazer o possível. Por enquanto, pra quem ainda não conhece o festival, vai o link para o site deles:

http://www.fantaspoa.com/2009/fantaspoa/index.php

Cobertura do SP Terror

Confira as críticas do Cinequanon sobre o festival SP Terror. Destaque para os brasileiros Mangue Negro e O Fim da Picada.

O caso das mulheres monstruosas em filmes de horror da Boca do Lixo

Leia o artigo Pornochanchada do avesso, publicado na revista E-compós.

Nele, examino alguns filmes da Boca protagonizados por mulheres monstruosas (como Liliam – A Suja e Ninfas Diabólicas) , e discuto a visão generalizada de que todas as pornochanchadas eram necessariamente machistas e colocavam as mulheres em posição submissa.

Pelo menos no caso dos filmes de horror feitos por lá, isso não é totalmente verdade…

O surto de horror da Boca do Lixo: terrir ou humor involuntário?

O artigo partiu de minha apresentação no Encontro da Socine em 2004, e foi originalmente publicado em:

CANEPA, Laura. “O surto de horror da Boca do Lixo: terrir ou humor involuntário?”. In: LYRA, B; MONZANI, J. (orgs). Olhar: Cinema. São Carlos: Pedro & João Editores/UFSCar, 2006, p. 161 a 167.

Agora disponível no Cinequanon! Leia aqui.

Era dos Mortos – mais um filme brasileiro de zumbi

É realmente um fenômeno a ser notado: entre os filmes de horror realizados ultimamente no Brasil (todos em tecnologia digital), a presença dos zumbis é avassaladora. Segue aqui o link para o site de mais um desses filmes: Era dos Mortos, do mineiro Rodrigo Brandão. O site tem tudo: trailer, trilha, quadrinhos, além do próprio filme. Junto como Capital dos Mortos e Mangue Negro, completa uma safra surpreendente e interessante sobre a qual escreverei com mais calma em breve.

Prata Palomares

A inclusão de Prata Palomares  na lista de filmes brasileiros ligados ao gênero horror exige cuidado, pois não se trata de um filme de gênero, e sim de um filme experimental ligado a um movimento que ficou conhecido como cinema marginal brasileiro.

Mas insisto em incluí-lo – e quem já teve a oportunidade de assisti-lo talvez concorde comigo – pela forma extrema e às vezes fantástica com que o filme de André Faria Jr trata a violência. E não apenas da violência física, mas também política, religiosa e sexual.

Uma das experiências mais interessantes e intensas do sentimento-horror no cinema nacional, embora não necessariamente do horror-gênero. E, na minha opinião muitíssimo particular, o melhor filme do ciclo do cinema marginal brasileiro.

(fãs de Candeias, Sganzerla e Bressane, isso não é uma provocação!) 

Confira o texto de Arthur Autran sobre Prata Palomares

Veja o que diz Jean-Claude Bernardet sobre o Cinema Marginal

Veja o que diz Rubens Machado sobre o Cinema Marginal

Veja o que diz Ismail Xavier sobre o Cinema Marginal

Veja o que diz Inácio Araújo sobre o Cinema Marginal

Veja o que diz Fernão Ramos sobre o Cinema Marginal

IV Festival Curta Fantástico em São Paulo

Já estão abertas as incrições para filmes no IV Festival Curta Fantástico em São Paulo!

Veja o regulamento

Saiba mais

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