HABANA BLUES:


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Original: Idem
País: Espanha / Cuba / França
Direção: Benito Zambrano
Elenco: Alberto Yoel, Roberto Sanmartín, Yailene Sierra, Zenia Marabal, Marta Calvó, Roger Pera,
Duração: 110 min
Estréia: 04/11/2005
Ano: 2005


A música cubana de novo em cena


Autor: Cid Nader

Quando o alemão Win Wenders rodou há alguns anos o documentário “Buena Vista Social Club”, a música cubana, através desse retrato cinematográfico, tomou de assalto o mundo, com estrondoso sucesso de público, que correu às lojas de música e fez desse gênero um modismo mundial.

Com certeza, definir o cenário musical cubano como se fosse formado por apenas um gênero de música é reducionismo e comodismo. O filme “Habana Blues”, dirigido por Benito Zambrano, tem, entre seus méritos, o de mostrar um pouco mais da diversidade desse segmento artístico da Ilha. Não que tudo apresentado na película seja bom - há evidentes modelitos do inimigo - os Estados Unidos - copiados; como é usual em qualquer parte do planeta. Mas quando o que é apresentado representa estilos "mais nativos", mais autênticos, a qualidade sobe e pode-se notar que é um país musical e de boa qualidade.

O filme narra e canta a história de dois músicos: Ruy (Alberto Yoel García Osorio) e Tito (Roberto Sanmartin), que juntos a seu grupo obtém a oportunidade de tentar a vida - como músicos e não como foragidos das balsas - na Espanha, longe dos apagões, da falta de combustível, do maluco, infindável e desumano embargo comercial.

O diretor criou uma obra de razoável resultado final, fácil em sua condução, que agradará boa fatia do público - deverá fazer sucesso - e que tem um final que não cai nas obviedades que poderia se imaginar e temer, sem corromper os ideais dos personagens, e como na bela e tocante cena noturna, no mar.

A direção de atores é preciosa. Em nenhum momento passa a impressão de não serem músicos, o que só constatamos na apresentação dos créditos finais, com a discriminação de nomes reais associados aos dos personagens.

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