UM BEIJO A MAIS:


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Original: The Last Kiss
País: EUA
Direção: Tony Goldwyn
Elenco: Zach Braff, Jacinda Barrett, Rachel Bilson, Tom Wilkinson, Blythe Danner, Michael Weston, Marley Shelton, Casey Affleck.
Duração: 103 min.
Estréia: 06/04/07
Ano: 2006


Um filme a mais


Autor: Cesar Zamberlan

O grande atrativo de “Um beijo a Mais” de Tony Goldwyn é Zach Braff, o engraçado e perturbado ator da série de TV Scrubs. Zach, depois de ter dirigido e atuado no delicioso filme independente “Hora de Voltar”, com Natalie Portman, volta às telas para fazer um papel que é a sua cara: o papel de um jovem em crise, emparedado entre a adolescência e a idade adulta, que entra em parafuso com a proximidade do casamento. A crise de Zach, Michael no filme, é compartilhada pelos seus amigos, todos “próximos da forca”, ou seja, do casamento.

Porém, por mais que a interpretação de Zach funcione com seu ar patético, com suas careta e ar desolado, falta a “Um beijo a Mais” o ar despretensioso de “Hora de Voltar” e uma densidade dramática maior que sustente o conflito do filme que, apoiado apenas em Braff e em canções moderninhas, se torna mais confuso e infantil que seus personagens.

“Um Beijo a Mais” é uma refilmagem do longa italiano “L´Ultimo Bacio” de Gabriele Muccino. Como não vi o original, privo o leitor de comparações entre os dois filmes. O roteiro da adaptação é de Paul Haggis, o roteirista todo poderoso do cinema norte-americano hoje que trabalhou nos magníficos filmes de Clint Eastwood – “Menina de Ouro”, “Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima” -, no recente “Cassino Royale” e dirigiu o premiado, mas esquemático até a medula “Crash”. A história é centrada na questão da infidelidade, Michael, Braff, às vésperas do casamento e com a namorada grávida acaba sucumbindo à tentação – e que tentação, Rachel Bilson – quase colocando tudo a perder.

Completam o elenco de “Um Beijo a Mais”, a bela Jacinda Barret, o promissor Casey Affleck e um dos mais talentosos atores da atualidade, o inglês Tom Wilkinson que faz o sogro de Braff também às voltas com uma crise no casamento, mas encarando-o com uma resignação e seriedade exemplar. Os momentos em que ele está em cena ou contracena com Braff são os melhores do filme.

P.S. - Uma curiosidade tirada do calhamaço de informações que a distribuidora, no caso a Imagem, manda aos jornalistas. Zach Braff que alguns chegam a comparar mesmo que de longe, bem longe por sinal, a um Woody Allen adolescente, foi, e poucos devem se lembrar, filho de Woody Allen e Diane Keaton em “Um Misterioso Assassinato em Manhattan”.
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