ALEX RIDER CONTRA O TEMPO:


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Original: Alex Rider: Operation Stormbreaker
País: Inglaterra/Alemanha/EUA
Direção: Geoffrey Sax
Elenco: Sarah Bolger, Robbie Coltrane, Stephen Fry, Damian Lewis, Ewan McGregor, Bill Nighy, Sophie Okonedo, Alex Pettyfer, Missi Pyle, Mickey Rourke, Andy Serkis, Alicia Silverstone.
Duração: 93 min.
Estréia: 19/01/07
Ano: 2006


Para adolescentes ou aqui está Stephen Fry


Autor: Cesar Zamberlan

Se você nunca ouviu falar em Alex Rider, prepare-se; ele chega às telas nesta sexta-feira e se repetir o êxito do livro que originou o filme, pode se tornar um desses filmes em série cujo título é acrescido por um número à frente. O filme em questão é “Alex Rider contra o tempo”, baseado no primeiro livro de Anthony Horowitz, “Alex Rider contra Stormbreaker”, que vendeu mais de 1,5 milhões de cópias pelo mundo. Os outros livros da série – já foram publicados mais cinco – somados superam a casa dos 10 milhões de exemplares vendidos.

Alex Rider é um adolescente típico. Aos 14 anos, ele vai a escola, anda de bicicleta, paquera as meninas como qualquer outro, mas tudo muda quando o tio que cuida dele – o menino é órfão de pai e mãe – é assassinado. Alex descobre então que a vida atribulada do tio, diferente do que ele imaginava, não era nada tediosa devido a compromissos com o mercado financeiro que o obrigavam a viajar o tempo todo. O tio, na verdade, era um agente secreto, um espião das Operações Especiais da MI6 da inteligência secreta britânica. Uma espécie de James Bond, influencia confessa de Horowitz.

A descoberta da identidade verdadeira do tio muda a vida de Alex que é recrutado para ocupar o seu lugar e vingá-lo. O tio, sem Alex saber, já o preparava para tal missão, estimulando-o a praticar e treinar esportes radicais e artes marciais e aprender línguas estrangeiras.

Apresentado o herói, resta saber em qual intriga ele estará. Pois bem, Alex terá que fazer aquilo que seu tio não conseguiu, evitar que o bilionário Darrius Sayle espalhe um vírus pela Inglaterra e extermine milhares de jovens estudantes. Sayles, fingindo-se de bonzinho, teria oferecido ao Governo Britânico computadores Stormbreakes que seriam distribuídos aos alunos das escolas inglesas, só que esses computadores soltariam no ar vírus – não confundir com os vírus que ficam dentro dos computadores – que poderiam ocasionar uma destruição em massa, ou seja, terrorismo, armas químicas, heroísmo etc e etc.

A única novidade, se é que é novidade, é que o herói é um adolescente. No mais, o modo de filmar e a forma como o filme é construído é mais do que sabida e pipocam aqui e ali os preconceitos de sempre: o vilão era pobre e estrangeiro, óbvio, fica rico graças a um prêmio de loteria e quer se vingar do primeiro-ministro que o destratava na escola quando ambos eram pequenos (Como são perigosos os pobres e os estrangeiros, sobretudo, quando uma reviravolta do destino os possibilita vingar-se daqueles que os trataram mal outrora); um outro vilão estava na Coréia do Norte e por aí vai.

Uma curiosidade do filme é a presença, num papel pequeno, do ator Stephen Fry. Fry ficou mais conhecido por aqui depois que Zeca Baleiro fez uma música para ele, baseada numa nota de jornal que informava que o ator havia desaparecido depois que os críticos destruíram sua atuação numa peça em Londres. A refrão da música perguntava: Por onde andará Stephen Fry? A resposta veio agora, está em Alex Rider. Que coisa hein!
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