UMA NOITE NO MUSEU:


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Original: Night at the Museum
País: EUA
Direção: Shawn Levy
Elenco: Ben Stiller, Owen Wilson, Robin Williams, Dick Van Dyke, Mickey Rooney, Ricky Gervais, Steve Coogan, Martin Christopher, Patrick Gallagher, Matthew Harrison.
Duração: 108 min.
Estréia: 12/01/07
Ano: 2006


Colcha de retalhos encardidos


Autor: Fábio Yamaji

A atual e progressiva decadência criativa de Hollywood fica mais exposta quando filmes desprezíveis como "Uma Noite no Museu" estréiam com alarde. E o seu sucesso só atesta que o grande público está cada vez mais acomodado, aceitando com passividade temas repetitivos, previsíveis e fórmulas fáceis. Chega a ser constrangedora a maneira como o diretor abusa da reciclagem neste filme, tecendo uma desgastada e superficial colcha de retalhos de clichês. Vários assuntos são levantados e nenhum devidamente desenvolvido. Parece um programa de esquetes humorísticos da TV como "A Praça É Nossa", da qual já conhecemos as situações e piadas que envolvem cada personagem. E estes personagens, clichês unidimensionais, disparam suas gags usando como "escada" um anfitrião local (como Carlos Alberto da Nóbrega), com quem brigam, confidenciam, se divertem. Seria algo como um "O Museu É Nosso" ancorado por Ben Stiller - com a adição de um contraponto dramático (e barato) para humanizar o personagem principal, já que ele é o único lá que não tem uma história interessante.

Claro que não devemos esperar originalidade total de um roteiro, ainda mais de um filme meramente escapista como esse, mas cada cena de "Uma Noite no Museu" acende uma lampadinha na nossa memória cinematográfica denunciando "eu já vi esse filme, e não foi só uma vez": tem o do dinossauro, o de caubói, o do museu de cera, o da paixão platônica, o do objeto maldito, o de bichos engraçados, o de seres circulando fora de sua época, o de povos em conflito, o de objetos que ganham vida quando ninguém vê, etc. A impressão que fica é a de que se assistiu a uma grande sessão de trailers, e tal como acontece nessas ocasiões, diverte-se um pouco, fica-se sabendo somente do básico e sente-se uma frustração – neste caso por ter visto um filme enganador.

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