1972:


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Original: Idem
País: Brasil
Direção: José Emílio Rondeau
Elenco: Rafael Rocha, Dandara Guerra, Bem Gil, Fábio Azevedo, Débora Lamm, Dudu Azevedo, Lúcio Mauro Filho, Louise Cardoso, Tony Tornado, Pierre dos Santos, Cláudio Gabriel.
Duração: 100 min.
Estréia: 24/11/06
Ano: 2006


Uma diversão leve e nada mais.


Autor: Cesar Zamberlan

Na apresentação de “1972” na 30ª Mostra Internacional de São Paulo, José Emílio Rondeau, que estréia na direção, disse que queria apenas que a platéia se divertisse com a sua comédia romântica. Foi humilde e sincero. Não é possível esperar muito mais de “1972” que uma leve diversão e isso sendo bastante condescendente com alguns problemas do filme. O principal deles é que ao tentar retratar o universo de jovens adolescentes no Rio de janeiro no dito ano de 72, Rondeau acaba fazendo um filme mais infantil que os seus personagens. Nada contra fazer filmes para o público jovem, mas porque não fazê-lo de maneira adulta e nesse sentido o melhor exemplo é “Houve uma vez dois verões” e “Meu tio matou um cara”, ambos de Jorge Furtado. O filme de Rondeau, dirigido ao mesmo público, fica léguas de distância destes e está mais próximo, como sugeriu um amigo, de um programa como Malhação.

Aparentemente autobiográfico, “1972” narra as aventuras de Snoopy um aspirante a rockeiro de Realengo que se apaixona por Julia, uma jovem jornalista da Zona Sul. Como pano de fundo - bem de fundo -, a ditadura no seu pior momento e a desigualdade social entre jovens do subúrbio e da Zona Sul. Destaque do filme para o belo sorriso de Dandara Guerra que faz Julia, para Lucio Mauro Filho e para a fotografia de Walter George Durst. Outros pontos negativos são o roteiro previsível e infantil, com algumas situações para lá de inverossímeis e mal construídas caso da amizade de Snoopy com o tenente coronel do Exército; os diálogos, recheados de frases feitas e uma falta de arrojo na direção.
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