ULTRAVIOLETA:


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Original: Ultraviolet
País: EUA
Direção: Kurt Wimmer
Elenco: Milla Jovovich, Cameron Bright, Nick Chinlund.
Duração: 88 min.
Estréia: 28/04/2006
Ano: 2006


Qualquer coisa


Autor: Fábio Yamaji

Milla Jovovich é indiscutivelmente linda. Seus atributos físicos impressionam. Rosto perfeito, corpo em forma, elegância, atitude. Em “Ultravioleta” fica claro que, para o diretor Kurt Wimmer, Milla é a razão do filme existir. E só. Os poucos pontos positivos que se notam desta adaptação (!) de “Gloria” (de John Cassavetes) giram em torno da valorização da figura da modelo-e-atriz – e não contribuem em nada para a “história”: maquiagem luminosa, figurinos modernos, closes do corpo, cena de nudez e poses sensualmente calculadas. O cuidado estético no tratamento de cores e texturas, e o uso de grafismo de mangá, ajudam a encher os olhos. O resto é qualquer coisa.

Violet (Jovovich) é um ser sobre-humano com pinta de vampira, fruto de uma mutação genética ocorrida no fim deste século. A serviço de seus iguais rouba dos humanos uma maleta com um menino dentro (!!), em cujo sangue corre a cura de sua espécie - ou a fórmula de seu extermínio. Bate na moça o instinto materno e ela passa a fugir de todos para proteger o bizarro garoto. Daí surgem pretextos para as cenas de ação, cópias toscas de filmes como “Kill Bill”, “Matrix”, “Tron”, “Residel Evil”, “Captain Sky”, “Blade Runner” e games em geral. Fica-se a impressão de presenciar atrações de parques temáticos da Flórida, com o grau de dramaticidade equivalente (e a desvantagem de não poder sacanear o Mickey).

Enfim, nem o competente compositor Klaus Badelt (“Piratas do Caribe”) se salva. A trilha sonora de “Ultravioleta” é esquemática e irritante. Ruim demais. Fico na esperança de voltar a ouvi-lo em boa forma no novo Chen Kaige, o épico de lutas marciais “The Promise” (que, espero, não seja a versão “qualquer coisa” dos filmes recentes de Zhang Yimou).

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