GAROTA DA VITRINE:


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Original: Shopgirl
País: EUA
Direção: Anand Tucker
Elenco: Steve Martin, Claire Danes, Jason Schwartzmann, Bridgette Wilson, Sam Bottoms, Frances Conroy, Rebecca Pidgeon
Duração: 105 min.
Estréia: 17/03/2006
Ano: 2005


“Garota da vitrine”: mais uma comédia romântica escapista


Autor: Cesar Zamberlan

Dirigido por Anand Tucker, “Hilary and Jackie”, “Garota da Vitrine” é um projeto de Steve Martin. Além de atuar e co-produzir o filme, é dele o livro que serve de base ao filme. Mas, esqueça o Steve Martin comediante de “Pantera cor de Rosa”, também em cartaz, o personagem dele aqui lembra mais os tipos desencantados e apáticos de Bill Murray, tanto em “Encontros e Desencontros”, quanto “Flores Partidas”.

A lembrança, porém, acaba aí. Steve Martin não tem o mesmo talento de Murray e os filmes têm propostas bem diferentes, apesar de retratarem personagens parecidos: seres que não se adaptam a sociedade atual, solitários e estranhos.

Mas, se o ponto de partida é o mesmo, o desenvolvimento da trama e o desfecho são bem distintos. “Garota da Vitrine” como toda comédia romântica norte-americana que preze a bilheteria, acaba resolvendo todos os conflitos e impasses do filme num passe de mágico que só o cinema é capaz. A menina depressiva vira uma princesa, o garoto cai nas graças do band leader de uma banda de rock e vira príncipe, todos triunfam.

Se você não se importa com essas reviravoltas espetaculares, talvez o filme até agrade. Ele terá cumprido a missão, tão comum a este tipo de cinema, que é aliviar a pressão do dia-a-dia, fazendo nos esquecer a dura realidade em que vivemos, escapismo mesmo.

Porém, se você exigir um pouco de verossimilhança, vai ser difícil embarcar na história, apesar da caprichosa direção de Annad Tucker e da beleza e leveza da atriz Claire Danes, a Julieta de Romeu + Julieta de Baz Luhrman.

Nesse caso, a pedida talvez seja rever outros tantos filmes que abordam a questão, como os dois com Bill Murray citados.

Ou seja, é uma questão de gosto e de canoa, embarca quem quiser. Eu não embarquei.
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