Piranha:


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Original: Piranha
País: EUA
Direção: Alexandre Aja
Elenco: Elisabeth Shue, Richard Dreyfuss e Jerry O'Connell.
Duração: 88 min.
Estréia: 22/10;2010
Ano: 2010


Entrega o que propõe.


Autor: Cid Nader

Piranha é um filme nada recomendável para menores de idade. Talvez pouquíssimo recomendável, também, para algumas categorias de adultos. Quando as primeiras cenas iluminam a telona e se nota um amontoado de belas garotas nuas, semi-nuas, em atitudes de insinuação sexual, ou dançando eroticamente preenchendo cada momento do filme, logo se pensa na ideia de crianças querendo ver um filme sobre piranhas assassinas, e consequentemente se imagina que não seria uma boa opção mostra tanta “verdade” para quem ainda não entende muito do riscado (lembrando, que isso para os padrões norte-americanos de de realização de filmes, e para a lógica que se estabeleceu pelos anos sobre o quanto qualquer criança do mundo tem direito quando se mostra gente nua ou transando no cinema).

Bem, indo um pouco mais à frente, deixando que o filme tome seu rumo natural, sempre à frente, quando as primeiras cenas dos tão aguardados ataques (agora, em 3D) assomam e mostram que modelo de susto foi o imaginado para ele, começo a notar que a minha preocupação com criancinhas vendo tanta “orgia” desfilando desde o início era absolutamente descabida, sem sentido, ridícula, já que, realmente, Piranha não foi imaginado para crianças. Estamos diante, muito mais do que um filme trash, diante de um daqueles que buscam na escatologia, no sangue (bota qualquer filme do Stalonne no chinelo nesse sentido), na destruição dos corpos aos olhos do espectador, no terror extremado, enquanto inversamente, aposta no ridículo dos excessos em busca do riso nervoso ou satisfeito (tem maluco pra tudo). da gargalhada estressada, do prazer histriônico. Percebe-se que o filme não é mesmo para crianças, nem para adultos frágeis. Tem pé forte no trash máximo, nos filmes B do estilo, só que é uma superprodução, o que acaba causando uma sensação meio estranha no início.

Conforme os lugares vão ganhando suas razões de ser, conforme o filme afirma ao que veio – provavelmente a partir dos momentos em que as mulheres nuas já perderam um bocado do impacto agradável de suas presenças à nossa frente, e isso por conta do excesso de corpos mastigados e destroçados “enfeitando” ao ambiente -, passa-se a curtir mais as insanidades engendradas e também não incomoda tanto perceber existe uma dicotomia entre o modelo idealizado e a “bufunfa” dispendida. E aí, nota-se que o 3D adrenaliza as tensões, que as piranhas são muito bem feitas, que a ideia é a de fazer rir (do modelo de riso que for) mesmo e que isso está acontecendo. Nada mais nada menso do que uma proposta jogada ao público e bem sucedida dentro do seu intento.

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