ELO PERDIDO:


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Original: Man to man
País: França/Inglaterra/ África do Sul
Direção: Régis Wargnier
Elenco: Joseph Fiennes, Kristin Scott Thomas, Iain Glen e Hugh Bonneville.
Duração: 122
Estréia: 16/12/2005
Ano: 2005


Tempo perdido


Autor: Cid Nader

Assisti a "Elo Perdido", meio sem saber se estava maluquinho - maus dias podem nos enlouquecer -, se não conseguia captar uma sub-leitura extremamente bem inserida dentro da trama, se o que estava sendo projetado na tela à minha frente era um filme muito antigo - dos 1950 para trás, ou se era - realmente era - uma obra fora de seu tempo, deslocada no espaço da razão, sem razão de ser realizada, digna de um diretor oriundo de país colonizador / paternalista e que imagina, ainda, poder nos empurrar uma idéia romantizada, folhetinesca, das atrocidades cometidas contra seus colonizados / filhos.

Vindo Régis Wergnier , diretor do - também já na época tinha essa opinião - ultrapassado e conservador "Indochina", não é de causar espanto. Um diretor típico/explorador das possibilidades que o pitoresco oferece, quando as idéias são escassas e defasadas, e os ideais não ultrapassam a esquina; talvez comer um croissant, sentado num café à beira do Senna, lendo um bom livro que exalte os bons tempos de colônia culta e "defensora" dos coitados bárbaros, que têm o azar de morar em terras belas mas selvagens.

O filme conta o resultado de uma expedição à África, que leva à Europa, como resultado de sua investida, um casal de pigmeus, Toko e Likola, para base de estudo sobre sua importância na evolução da espécie humana.

O diretor cria todo um "enrosco infantilóide" para conduzir a história, recheado de diálogos bobos e implausíveis, situações bizarras a mais da conta. Tudo sob um belo manto de cenografia. Belo e fétido, pelo podre das intenções embutidas.

Desculpem a opinião, mas não é necessário
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