TAPAS:


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Original: Idem
País: Espanha
Direção: José Carbacho e Juan Cruz.
Elenco: Angel de Andrés, Maria Galiana, Elvira Minguez, Rubén Onchandiano e Darío Paso
Duração: 94
Estréia: 09/12/2005
Ano: 2005


A vizinhança está tranqüila


Autor: Cesar Zamberlan

Vi esse simpático filme espanhol no último Festival do Rio e resgato um pequeno texto que escrevi sobre o filme naquela época.

Vencedor de alguns prêmios no Festival de Málaga, inclusive o de melhor filme, “Tapas” é aquele filme que tem tudo para agradar gregos e troianos porque sem não tem lá grandes arroubos, seja temáticos ou formais, dá conta do recado naquilo que se propõe, ou seja, retratar a vida de moradores de um bairro numa grande cidade espanhola.

São cinco histórias que se entrecruzam. A melhor delas é a de Lolo, dono de um bar, que tenta manter as aparências para a vizinhança depois que sua esposa foge de casa. Seu relacionamento com o cozinheiro chinês Mao rende boas risadas e o choque cultural é explorado aqui sem o ranço tão comum a essa Europa que se vê "invadida" por todos os lados. Pelo contrário, o imigrante é visto com admiração e carinho.

Numa outra boa cena com Lolo, ele pede a uma prostituta para dizer a escalação do La Coruña em meio à transa. Ele erra e diz o nome de jogadores de times rivais. Hilário e mostra, mais uma vez, a paixão dos espanhóis pelo futebol. A título de curiosidade, essa é a segunda vez que o jogador brasileiro Mauro Silva é citado num filme espanhol, a primeira foi em “Mar Adentro”.

Nas outras quatro histórias, é marcante a relação do casal de idosos que se prepara para a morte. Junto com a história de Lolo, este é o ponto alto do filme que se sustenta na sua simplicidade, na sua visão humanista e nada maniqueísta e na boa caracterização que os atores dão aos personagens.

Um filme agradável que se não arrisca grandes vôos, voa seguro em direção ao seu destino. Uma boa diversão.
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