Zumbilândia:


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Original: Zombieland.
País: EUA
Direção: Ruben Fleischer
Elenco: Amber Heard, Emma Stone e Bill Murray.
Duração: 88 min.
Estréia: 29/01/2010
Ano: 2009


Os zumbis são o de menos, mas não sobra muita coisa.


Autor: Laura Cánepa

Não é de hoje que os mortos-vivos vêm servindo de pretexto para filmes sobre os mais diversos temas, desde a política internacional até os romances adolescentes. De fato, eles nos fornecem a visão de um mundo apocalíptico repleto de surpresas e possibilidades engraçadas, com a vantagem de terem voltado à moda de uns sete anos pra cá.

  É bem nesse contexto que surge a comédia Zumbilândia, de Ruben Fleisher, escrita pelos roteiristas de televisão Rhett Reese e Paul Wernick, e estrelada por um elenco simpático encabeçado pelos pouco conhecidos Jesse Eisenberg  e Emma Stone. Ao lado deles, três nomes de peso garantem as piadas e os rostos conhecidos: Abigail Breslin (conhecida como a "pequena Miss Sunshine"), Woody Harrelson (que dispensa apresentações) e a eminência parda Bill Murray, em participação muito especial.

  Dirigido totalmente no espírito da aventura (bem menos que do horror), o filme conta o encontro de cinco personagens que desenvolveram diferentes maneiras de resistir a uma praga zumbi que tomou conta dos Estados Unidos. O protagonista é um jovem obsessivo-compulsivo que evita os zumbis da mesma forma que costumava evitar as pessoas em geral. Seu parceiro é um cowboy suicida que percorre o país inteiro em busca de guloseimas em vias de extinção: os bolinhos “twinkie”. A eles se juntam duas irmãs trambiqueiras e, por alguns instantes, um ator misantropo que se comporta como uma criança grande. Juntos, eles descobrirão formas divertidas de sobreviver num mundo ao mesmo tempo perigoso, mas totalmente livre de qualquer censura às suas próprias vontades.

  Assim, o que acompanhamos de fato é o desenvolvimento da amizade entre os cinco, muito mais do que uma história de horror. Mas, comparando-se Zumbilândia a outras comédias de mortos-vivos recentes como "Todo Mundo Quase Morto" (Inglaterra, 2004, Edgar Wright) ou "Sangue na Estrada" (EUA, 2008, Barak Epstein e Blair Rowan), nota-se menos anarquia e mais preguiça no desenvolvimento dos conflitos, o que faz do longa atualmente em cartaz bem pouco mais do que uma sessão da tarde.

Típico filme para se assistir em casa sem maiores compromissos, em vez de gastar com (os cada vez mais caros) ingressos de cinema. Mas isso não impede os realizadores de planejarem uma continuação, que já se encontra em fase de produção. É uma pena que outros filmes mais interessantes não tenham tido a mesma sorte.

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