ESTAÇÃO ESPACIAL 3D:


Fonte: [+] [-]
Original:
País: EUA
Direção: Toni Myers
Elenco:
Duração: 47 min
Estréia: 29/05/2009
Ano: 2002




Autor: Cid Nader

Novamente, fui conferir a experiência em 3D do IMAX (aqui em São Paulo, no Artplex do Shopping Bourbon). Novamente, a sensação de diversão de primeira. Novamente, a certeza de que o empreendimento funciona por projeção em tela grande, se passa numa sala escura, foi filmado com câmeras, mas, apesar de bem divertido e bastante interessante, não é cinema não – o que não invalida a investida de quem faz isso e a visita de quem o procura.

Comparado com a primeira experiência – estritamente dentro da utilização total do poder dessa tecnologia utilizada pela IMAX – que foi o documentário sobre o fundo do mar, esse Estação Espacial 3D não chega a ser tão “competente”, deixando a desejar um pouco em seu ritmo e não se beneficiando tanto do humor empregado na narração da história. No filme do fundo do mar, talvez por ligação muito mais facilitada em imaginar “bichinhos” interagindo e sendo observados com “ludicidade”, as invenções de texto casavam de modo muito mais orgânico com o que “saltava” da tela. Aqui, como o assunto é um tanto mais humano – digamos assim -, e, mais ainda, indo “a muito” de nossa psique (por remexer com os maiores de nossos anseios e sonhos – o espaço, a vida, a busca do inusitado, a conquista), alguns dos momentos de texto “engraçadinho” acabam passando uma certa sensação de que há de “estranho no ninho”.

Mas nada tão comprometedor assim. E nada que invalide sonhar com as imagens obtidas de modo espetacular (chega a parecer ficção, coisa difícil de engolir com real) lá do espaço: observar a Terra da maneira que é mostrada, acompanhar o esforço de altíssima tecnologia associada com suor e empreendimento braçal na construção de partes do Laboratório Espacial e na sua “ligação”, ou ver os malabarismos (aí sim, casando bem com os textos mais leves e com a utilização do 3D e daqueles óculos que parecem, no início, nos entortarão cérebro e olhos – jujubas voando na direção dos nossos olhos, laranjas batendo em nossas cabeças) dos astronautas (espaçonautas, para os russos) em espaços reduzidos e com a “benesse” da falta de gravidade.

O mais bonito mesmo – falando sobre a essência de tudo isso – fica por conta da parte russa: as árvores plantadas para cada pessoa de lá que foi ao espaço via tecnologia deles; ou o divertido e humano momento em que milhares de pessoas acompanham de perto (até um certo momento, evidentemente) o lançamento de uma nave naquela “lonjura civilizatória e comportamental”.

O mais impressionante – falando das questões técnicas do IMAX – continua sendo o som da sala. Diria que me agrada mais do que o gigantismo (não que seja bom, veja bem) da tela, ou os efeitos causados pela enganação que nosso cérebro sofre para que nos “sintamos” participando da aventura. O som, sozinho, já valeria a experiência da visita. Mas tudo – desde que esqueçamos que aquilo não é cinema mesmo – acaba valendo um bom passeio.

Obs: texto extraído do Cinequablog
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