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“É preciso estar sempre à beira do precipício”











Quinta-feira, manhã do dia 20 de janeiro, São Paulo. Dois eventos mobilizam os jornalistas e críticos interessados em cinema: a primeira cabine para a imprensa do filme “Aviador” de Martin Scorsese - àquela altura candidatíssimo aos principais prêmios da Academia - e uma entrevista coletiva com o cineasta Ruy Guerra no Cinesesc, motivada pelo lançamento de uma retrospectiva parcial da obra do diretor naquele cinema.

Como era de se esperar, dezenas de jornalistas optaram pelo filme de Scorsese e poucos aguardavam o autor de “Fuzis”, “Cafajestes”, “Estorvo”, entre outros, no Cinesesc. Sorte nossa e dos internautas porque a coletiva acabou virando uma conversa bastante informal no bar do Cinesesc. Ruy falou sobre vários assuntos e, entre charutos, pães de queijos e cafés, deu uma verdadeira aula. A “coletiva” rendeu quase três horas de material que o cinequanon.art.br reproduz praticamente na integra. Para facilitar a leitura e navegação, dividimos a entrevista em 10 tópicos.

(Entrevista transcrita e editada por César Zamberlan, as fotos são de Neuza Barbosa do cineweb.com.br)




01 - Cinema e literatura / A adaptação atual


02 - Escrever com a câmera / Decupagem / Roteiro


03 - “Veneno da Madrugada” / Cannes / García Márquez e os autores que adapta


04 - Memória / O “roubo” da “Guerra do fim do mundo”


05 - Legado do cinema novo / Cinema novo e cinema da retomada / Documentário e ficção


06 - Erotismo e pornografia / A arte à temperatura da sua própria destruição


07 - O filme que gostaria de fazer / Liberdade de filmar + custo + filmes fast food / Cinema norte-americano e cinema brasileiro.


08 - O cinema e as novas tecnologias / Experimentar x Pensar / A máquina ou o homem?


09 - Formação / A contradição chamada cinema / Meu livro / É preciso estar sempre à beira do precipício.


10 - FILMOGRAFIA