Os cinco cineastas de quem mais aguardo um novo filme







1 - Os cinco cineastas de quem mais aguardo um novo filme

Essa foi mais uma proposta lançada aqui no Cinequanon, com a intenção de fazer uma ligação com leitores menos dispostos a “perder” tempo com leituras mais longas, tanto quanto tentando a de alcançar aqueles mais assíduos que buscam, por vezes, conhecer mais a fundo um tanto das personalidades dos componentes: “é nos pequenos 'espasmos', escapes, que se conhece verdadeiramente alguém”.

O Cesar Zamberlan lançou uma questão provocadora do poder de síntese (em vários aspectos: de textos justificativos, de escolha entre incontáveis possíveis eleitos, de concisão interior de cada um), que incitava à escolha de diretores dos quais aguardamos loucamente por um novo filme. Não seria necessário que fossem realizadores menos profícuos os escolhidos (se bem que tal concatenação case tremendamente bem), nem aqueles que produzam obras primas a cada tacada: o que deveria motivar a escolha deveria ser de cunho pessoal de cada um, o que poderia remeter a interioridades que talvez só revelássemos no divã de um psicanalista.

O resultado, sem dúvida, reforçou as disparidades dos ideais, em um veículo que tem por norma máxima a liberdade total na demonstração de gostos e opiniões críticas. Novamente, nos vemos ante uma elasticidade de apreciações e valores digna de um amontoado de cinéfilos das mais variadas origens – fazendo nem parecer que há muita cumplicidade e semelhança diante do assunto cinema aqui dentro, como há, na realidade. Desde a escolha dos diretores, ao modo dos curtos textos explicativos com as razões das escolhas (uns reverentes, outros despachados e secos, outros hilários), cremos que mais um pouco de “boa diversão” foi lançada, para o deleite de quem nos aprecia, ou como munição para os desafetos.

P.S.1: houve choradeira na tentativa de que fossem colocadas menções honrosas e justificativas pela ausência de uns e outros. Nada disso aceito, obviamente, já que o exercício de concisão obrigatória já traz embutido em si os evidentes abandonos que temos de executar nesses momentos.

P.S.2: está aberta para nossos leitores a oportunidade – o que para nós seria de extremo agrado e prazer – de continuação dessa pauta. Mandem as suas listas!



Tsai Ming Liang


2 - Cesar Zamberlan

- Tsai Ming Liang (Malásia, 1957): autor de várias obras primas, ainda que com um filmografia pequena, aguardo muito os rumos de seu cinema após a experiência europeia de “Face”. A questão que fica é: para onde vai o cinema de Tsai? Irá explorar novos temas ou retomar suas questões centrais, no caso, a (im)possibilidade do afeto.

- Abbas Kiarostami (Irã, 1940): depois da experiências formais de “Five” e “Shirin”, Kiarostami colocou-se frente a um impasse: iria radicalizar mais o seu cinema ou voltaria a um cinema mais narrativo? “Cópia Fiel” indicou um novo e equilibrado caminho. Por isso, aguardo muito o novo filme do iraniano.

- Apichatpong Weerasethakul (Tailândia, 1970): depois da Palma de Ouro e sua consagração, Apichat talvez tenha chegado ao ápice da carreira. A experiência sensorial de seu cinema é única. O que virá agora?

– Hou Hsiao Hsien (China, 1947): não há cineasta no mundo que filme com a leveza de Hou. Vejo e revejo seus filmes que me parecem sempre novos.

– Lucrecia Martel (Argentina, 1966): dois novos curtas em 2010, após o bom é ainda inédito “Mulher sem cabeça”. Mas quando virá um novo longa? Não há na América Latina alguém que consiga encher o plano com tantos sentidos como ela.



Andrea Tonacci


3 - Cid Nader

– Andrea Tonacci (Itália, 1944): porque se há alguém do cinema tupiniquim de quem ainda se possa esperar surpresas boas e elegantes, é ele. Ainda mais produzindo tão escassamente (o que atiça mais ainda essa espera).

– Terrence Malick (EUA, 1943): esse então, que só produzia a cada geração... Faz os sentidos, desconexos, sempre atentos e desejando uma nova experiência. Até porque ele é de Marte, e fala por outras vias.

– Naomi Kawase (Japão,1969): ela é japonesa, na acepção mais ampla do termo. Isso, no cinema já diria muito, mas a diretora parece reinventar a cada filme que manda para as telas. E nada de fofurinha não.

– Hirokazu Koreeda (Japão, 1962): alguém que filmou “Maborosi” (com uma quase reinvenção da luz) e “Ninguém Pode Saber” (com o sentido crescente da tristeza, sem atropelos ou acelerações narrativas, para atingir tamanho impacto), merecerá sempre lugar na “fila do trabalho ansiado”.

– Pedro Costa (Portugal, 1959): não podia faltar um diretor português nessa listinha restritiva (Portugal é um fenômeno do cinema atual). Contei, cortei, fiz um esforço e marquei, ele e o Manoel (o Oliveira), em dois papeizinhos. Sorteei . Sem arrependimentos.



Quentin Tarantino


4 - FábioYamaji

Fábio Yamaji

– Quentin Tarantino (EUA, 1963) : nunca deu chabú. Passeia por gêneros clássicos imprimindo estilo próprio e renovando fórmulas batidas. Mistura músicas e imagens habilmente e não mede esforços pra elaborar uma cena.

– Naomi Kawase (Japão,1969) : cineasta tanto delicada quanto ousada, cada filme seu é um mistério e promessa de nó na garganta, sem pieguice.

– Emir Kusturica (Bósnia, 1954) : sempre um barril de pólvora recheado de humor nonsense, imagens surreais-líricas, música enérgica e sequências que se desencadeiam quase que descontroladamente.

– Wong Kar-Wai (China, 1956) : elabora imagens pra economizar textos com eclético vocabulário técnico visual. Também é ótimo pra escolher músicas e belas mulheres.

– Steven Spielberg (EUA, 1946) : é o maior cineasta vivo, mestre da decupagem, dos planos bem compostos e da narrativa clássica. A cada trabalho fatalmente impõe novo patamar técnico ou artístico. E trabalha com um trio chave de mestres: Janusz Kaminski (fotografia), Michael Kahn (montagem) e John Williams (trilha).



Jean-Luc Godard


5 - Fernando Oriente

– Jean-Luc Godard (França, 1930): o cinema é Godard.

– Pedro Costa (Portugal, 1959) : o mais rigoroso, complexo e sofisticado cineasta surgido nas últimas décadas.

– Apichatpong Weerasethakul (Tailândia, 1970) : autor de um cinema que transcende as normas dramáticas e abusa da sensorialidade imagética.

– Hou Hsiao Hsien (China, 1947) : o poder que emana da reorganização do quadro, da luz e da perfeição na construção dos planos.

– Alain Resnais (França, 1922) : cineasta da sofisticação, da criatividade e da originalidade.



Clint Eastwood


6 - Gabriel Carneiro

- Steven Spielberg (EUA, 1946) - talvez o único cineasta da atualidade que faça um cinema quase todo liderado pela emoção, seja nos filmes fantásticos, sejam nos dramas. É também um cineasta que raramente decepciona: dos 7 longas da década de 2000, 3 são obras-primas, 2 são muito bons, outro diverte e o outro carece de uma revisão.

- Clint Eastwood (EUA, 1930): acho que nenhum cineasta me desperta tanta curiosidade para ver um novo filme quanto Clint (é meio doentio, até), mesmo que seus dois últimos filmes não tenham me empolgado. Talvez isso mostre uma afeição ainda maior: mesmo nessas circunstâncias, nunca perco a fé. Ninguém produz um filme com tanta alma quanto esse senhor de 80 anos.

- Hayao Miyazaki (Japão, 1941): no cinema japonês e no cinema de animação, não tem para outro. No resto, tampouco. Miyazaki é um sujeito que consegue, com muita habilidade, conjugar a maturação com o fantástico sem ser piegas ou paternalista. Fora que os traços de seus filmes são belíssimos.

- James Cameron (Canadá, 1954): sua produção tem sido um tanto bissexta, mas sempre de qualidade. “Avatar” me é uma coisa espetacular e o desejo que sinto por ver as continuações – que, imagino, serão ao menos tão grandiosas quanto o primeiro - garantem o lugar do sujeito na lista.

- Carlos Reichenbach (Brasil, 1945): Carlão é um dos maiores diretores brasileiro (quiçá do mundo) e isso já basta. Não vejo a hora de ter mais informações sobre o projeto que está escrevendo atualmente.



Takashi Miike


7 - H. Hirao

– Rodrigo Aragão (Brasil, 1977) : para completar a frase “estou louco para ver o próximo filme de...”, o primeiro nome que me vem à mente é o de Rodrigo Aragão. Do Espírito Santo, Aragão foi revelado na 1ª Mostra Cinema de Bordas com o genial “Mangue Negro”. Seu próximo longa, “A Noite do Chupacabras” está em fase de finalização.

– Takashi Miike (Japão, 1960) : é outro nome. Terror + violência + sexo + Yakuza + referências pop. Produzindo 2, 3 ou mais filmes por ano, é inspiração para diretores como Quentin Tarantino e Eli Roth. Seus filmes independentes de baixo orçamento são os melhores. Pena que poucos filmes cheguem por aqui.

– Charlie Kaufman (EUA, 1958) : principalmente na função de roteirista (embora goste muito de “Sinédoque, Nova York”). Usa a metalinguagem de forma criativa em filmes como “Quero Ser John Malkovich” e “Adaptação”.

– Hayao Miyazaki (Japão, 1941) : já na área de animação, outro japonês. Autoral, fiel ao stop-motion, inteligente, tem respeito por adultos e crianças.

– Todd Solondz (EUA, 1959) : completa minha lista. Amargo, irônico, sarcástico, destruidor do “american way of live”. Com características semelhantes, poderia ter citado John Cameron Mitchell (mas “Reencontrando a Felicidade” não parece nada um filme seu) ou John Waters (que não filma desde “Clube dos Pervertidos” de 2004).



Apichatpong Weerasethakul


8 - Janaína Navarro

- Apichatpong Weerasethakul (Tailândia, 1970)

- Pedro Costa (Portugal, 1959)

- Philippe Garrel (França, 1948)

- Albert Serra (Espanha, 1975)

- Alexander Kluge (Alemanha, 1932)


*Ainda faltando as razões.



Alain Resnais


9 - Laura Cánepa

– Alain Resnais (França, 1922) : porque quero que ele faça pelo menos mais um filme.

– Tim Burton (EUA, 1958) : porque ainda espero que ele volte a fazer filmes legais.

– Pedro Almodóvar (Espanha, 1949) : porque achei "Abraços Partidos" muito mais ou menos.

– Brian de Palma (EUA, 1940) : porque ele anda sumido.

– Brad Bird (EUA, 1957) : porque consegue ser o mais talentoso num estúdio que reúne muitos dos maiores talentos de Hollywood (a Pixar)



Michael Mann


10 - Leandro C. Caraça

– Michael Mann (EUA, 1943): o maior cineasta americano dos últimos 25 anos.

– Terrence Malick (EUA, 1943): imagens transcendentais e naturalistas, milhas acima de certos orientais picaretas.

– Quentin Tarantino (EUA, 1963): por enfiar na goela da crítica, referências e a forma de um cinema tido como de terceira categoria.

– Roman Polanski (França, 1963): o cinema da paranoia, da conspiração, da maldade, tão bom hoje quanto era há quatro décadas atrás.

– Johnnie To (Hong Kong, 1955): referência maior do policial contemporâneo e o melhor coreógrafo que temos no mercado.



James Gray


11 - Liciane Mamede

- James Gray (EUA, 1969)

- Werner Herzog (Alemanha, 1942)

- Jaume Collet-Serra (Espanha, 1974)

- Eugène Green (EUA, 1947)

- David Lynch (EUA, 1946)


*Ainda faltando as razões



Martin Scorsese


12 - Marcelo Lyra

– Martin Scorsese (EUA, 1942): no cinema atual, não tem para ninguém quando o assunto é posicionar a câmera, utilizar o quadro scope e montar uma mise en scene capaz de dar conta de uma proposta audiovisual.

– Francis Ford Coppola (EUA, 1939): seja na megaprodução (Apocalipse), seja no filme mais despojado (Tetro ou A Conversação), ele sabe como poucos usar a imagem para ir fundo na alma dos personagens. Um dos mais completos herdeiros de Hitchcock, no sentido de manipular o espectador.

– Andrea Tonacci (Itália, 1944): o cara que reinventou o cinema impossível nos anos 70 com “Bang Bang”, reinventa genialmente o próprio cinema com Serras da Desordem e me faz não apenas esperar seu próximo filme, mas exigir que o Governo lhe de condições de fazê-lo.

– Beto Brant (Brasil, 1964): para mim o melhor diretor brasileiro da atualidade, com uma notável capacidade de mudar completamente seu estilo de acordo com o que cada nova história exige.

– Apichatpong Weerasethakul (Tailândia, 1970): a cada filme parece desenvolver a capacidade de dizer mais com menos. Simplicidade nos enquadramentos, na duração do plano e no uso da luz, com um resultado que me parece o mais próximo que o cinema conseguiu chegar da poesia.



David Lynch


13 - Rogério Ferraraz

– David Lynch (EUA, 1946): artista múltiplo, cineasta dos limites, criador genial, cujos filmes transitam entre a arte e o entretenimento, entre as vanguardas e os gêneros, entre o antiilusionismo e a emoção.

- Steven Spielberg (EUA, 1946): a arte de narrar e emocionar. Imagens que ficam!

- Quentin Tarantino (EUA, 1963): o pop, o jogo, as referências, o contemporâneo...

– Pixar: o estúdio-autor!

– Martin Scorsese (EUA, 1942): CINEMA na veia!






14 - Outras Listas

A partir daqui, espaço aberto para as listas e razões de amigos, leitores, amigos-leitores, gente da crítica, de outras áreas do cinema, da vida... A vontade do site é a de que apareçam diversas participações, para fazer entender que nossas diferenças, aqui, são reflexo do todo. Todo, que abriga todos a quem nos dirigimos.

Vale lembrar que, lá em cima, no início dessa matéria, há um local (“escreva seu comentário”) aonde as pessoas podem escrever para se comunicar, dar palpites e enviar suas opiniões.



Marco Bellocchio


15 - Heitor Franulovic

- Quentin Tarantino (EUA, 1963): Tarantino é o cinema.

- Marco Bellocchio (Itália, 1939): autor do filme mais pulsante dos últimos tempos.

- Karim Ainouz (Brasil, 1966): diretor fundamental do cinema brasileiro contemporâneo.

- Alain Resnais (França, 1922): ao ler "Alain Resnais. Ou a criação no cinema", de Pingaud/Samson, tive a epifania da minha vida. Ao assistir “O ano passado em Marienbad” agradeci, e sempre o aguardo desde então.

- Lena Dunham (EUA, 1986): uma diretora representante da minha geração, com um filme, “Tiny Furniture” (2010), realizado maravilhosamente bem de acordo com limitações técnicas e de vivência da diretora. Quero vê-la crescer.



Manoel de Oliveira


16 - Antônio C. Egypto

- Alain Resnais (França, 1922): o inovador das narrativas. Um mestre em plena atividade. Encantador o seu trabalho atual.

- Pedro Almodóvar (Espanha, 1949): adoro seu humor, a transgressão, sua sexualidade libertadora, sua criatividade para lidar com os gêneros e com a metalinguagem.

- Manoel de Oliveira (Portugal, 1908): sua erudição e seu cinema da palavra se utilizam de ideias sempre originais e criativas, que refletem preocupações pertinentes. Num homem que trabalha aos 102 anos, há urgência nessa espera.

- Abbas Kiarostami (Irã, 1940): ele sempre experimenta coisas novas, seu cinema traz surpresas constantemente. Instigante.

- Cristian Mungiu (Romênia, 1968): desse diretor romeno, desde que vi um curta ótimo, o "4 meses, 3 semanas e 2 dias" e "Os contos da era dourada", fico esperando o que mais vem. Parece-me um dos mais criativos da atualidade.



Pedro Costa


17 - Márcia Schmidt

- Abbas Kiarostami (Irã, 1940): “Através das Oliveiras” foi um filme que modificou minha relação com o cinema. Talvez seja o cineasta que mais me surpreende a cada novo filme, um gênio.

- Tsai Ming-Liang (Malásia, 1957): ele faz filmes onde me encontro (e desencontro) sempre. "Face" gerou dúvidas na cabeça de muita gente, mas tô bem tranquila. Adoro a ideia de rever Lee Kang-Sheng a cada filme, adoro como ele filma os espaços. Sou fã de carteirinha.

- Pedro Costa (Portugal, 1959): a paixão começou com “Juventude em marcha” (primeiro filme que eu vi dele) e se intensificou no ano passado com a retrospectiva no CCBB; “No quarto da Vanda” foi outro choque. “Ne change rien” veio só confirmar o talento único do - também charmosíssimo - cineasta português.

- Naomi Kawase (Japão,1969): força e delicadeza ao mesmo tempo que conseguem emocionar da maneira mais profunda. “Quero mostrar o que os olhos não captam”, diz ela. Acho que é isso mesmo que ela faz.

- Apichatpong Weerasethakul (Tailândia, 1970): pra quem acha que só Terrence Malick veio de Marte, taí um outro que filma como se tivesse vindo do espaço. E tudo parece muito natural.






18 - URGENTE: outro endereço

Por algum motivo qualquer, nosso endereço oficial para comunicação, o "Escreva seu comentário", não está recebendo as listas que alguns leitores nos mandaram.

Sem conseguirmos solucionar o problema com a urgência devida, disponibilizamos um outro endereço para quem queira contribuir com a gente: contatocinequanon@gmail.com (que, mais uma vez por problemas técnicos estruturais que se mantém desde nossa última reforma, tem que ser copiado, ok?).

Agradecemos a compreensão de quem por acaso ainda queira participar com suas listas.




Wong Kar-Wai


19 - Marjorie C. Morad

- Clint Eastwood (EUA, 1930)

- Martin Scorsese (EUA, 1942)

- Wong Kar-Wai (China, 1956)

- Pedro Almodóvar (Espanha, 1949)

- David Lynch (EUA, 1946)



Juan José Campanella


20 - Sérgio Lo Iacono Galvani

- Juan José Campanella (Argentina, 1959): argentino vem dando aula de como fazer cinema. Qualquer filme dele é bem vindo.

: - Alejandro González Iñárritu (México, 1953): Amores Brutos, Biutiful são cartões de visita. Acho que não precisa ser dito mais nada: apenas assistido.

- Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha, 1973): fez o excelente A Vida dos Outros e depois nenhum de maior destaque. Está nos devendo algo a altura do filme que ganhou Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

- Fernando Meirelles (Brasil, 1955): Brasil-sil-sil-sil. O cara vem tendo destaque internacional e faz por merecer. Todo filme dele é uma bela surpresa.

- Roberto Benigni (Itália, 1952): outro que depois que ganhou o Oscar ficou nos devendo. A Vida não tem sido bela e sente falta de mais filmes dele.